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Aproveitando os alimentos ao máximo


Roel Molenaers, diretor de gestão de produtos da TOMRA Sorting Food

24 novembro 2016

OTIMIZAÇÃO DO RENDIMENTO

Para atender à demanda crescente da população mundial por alimentos, uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO) prevê que as indústrias de fabricação e processamento de alimentos no mundo precisam aumentar a produção total em 70% até 2050.

Com o aumento na população do planeta em aumentando em torno de 60 milhões de pessoas por ano, isso é um problema que não pode ser ignorado.

Há várias maneiras, cada uma com diferentes graus de dificuldade, de se melhorar a eficiência na produção de alimentos. Isso inclui tratar da mudança climática, aumentar a disponibilidade e a fertilidade da terra e melhorar o abastecimento de água. No entanto, um elemento importante na produção de alimentos que deve ser resolvido imediatamente é a otimização adicional dos rendimentos das plantações, já que será um fator de enorme impacto para garantir que a meta de 2050 seja alcançada.

Embora atacar a mudança climática, melhorar a qualidade e a fertilidade da terra arável e cuidar da distribuição de água leve tempo, aumentar as eficiências da separação de alimentos é possível agora. Isso pode ser feito com a utilização das tecnologias e máquinas mais recentes de separação de alimentos disponíveis, o que proporciona rendimentos maiores, mais lucratividade para os processadores e, de forma mais importante ainda, conhecimento avançado de dados que podem ser usados mais adiante na linha de processamento.

É importante reconhecer que, além da demanda por mais alimentos, o desejo pela escolha e variedade também está aumentando. Isso ocorre, especialmente, em países em desenvolvimento que estão adotando hábitos de consumo ocidentais e de classe média, como o desejo por maior variedade de tipos de alimentos e outlets nos quais os alimentos são servidos e consumidos.

À medida que as pessoas se distanciam das refeições caseiras, a demanda por alimentos com conveniência e por refeições prontas está aumentando, trazendo, assim, oportunidades vatajosas, mas também obstáculos a serem superados.

Por exemplo, uma fábrica de batatas fritas produz, em média, 140.000 toneladas de batatas fritas por ano. Aumentando os rendimentos em 0,5% por meio de tecnologias e técnicas modernas de separação, um processador pode tirar uma estimativa equivalente a 90 cargas de caminhões das ruas, que é estimado em uma capacidade de um caminhão médio de 25 toneladas.

Essa ação, que tem impacto positivo no meio-ambiente como um todo, aumentará a disponibilidade de matérias-primas e a lucratividade.

É importante destacar que esse princípio pode ser amplicado e implementaado em todas as áreas de produção de alimentos. Isso é especialmente relevante, já que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirmou, recentemente, que 31% dos alimentos cultivados no país não estava disponível para consumo humano nos níveis do varejo e do consumidor. Com um comprometimento para a otimização dos rendimentos, as indústrias podem ajudar a minimizar esse desperdício.

Em termos de volume, o mesmo relatório informou que mais de 51 milhões de toneladas de alimentos eram perdidos nos Estados Unidos. Em termos financeiros, esse desperdício representou mais de US$ 16 bilhões (€145,3 bilhões), se comprado a preços de varejo.

Para ajudar a superar isso, a indústria de separação de alimentos está investindo no desenvolvimento tecnológico, para garantir que eficiências continuem a ser realizadas. Por exemplo, a máquina de separação TOMRA 5B é um sistema que não só classifica de acordo com as especificações do cliente, mas também fornece uma quantidade cada vez maior de dados e estatísticas fáceis de interpretar, que podem ser usados para melhorar os rendimentos futuros.

A visualização Smart Surround da TOMRA podem reduzir rejeições falsas em 20%, aumentando, de forma exponencial, a quantidade de produto final de boa qualidade, limitando, assim, o desperdício.

A capacidade de classificar, de forma eficiente, legumes, batatas e nozes, que represetnam mais de 19% da quantidade total de alimentos desperdiçados só nos Estados Unidos, pode ter um impacto enorme. Aumentando os redimentos em apenas 1%, é possível aumentar a quantidade final desse tipo de produto nos EUA em 11 milhões de toneladas. Aplique isso em escala global e o objetivo de nível de alimentos em 2050 começa a parecer mais factível.

A melhoria na tecnologia de aprimoramento não apenas garante que os alimentos podem ser usados para sua finalidade inicial, mas ela também idendifica que produto poe chegar à cadeia alimentar com um uso alternativo.

Essas melhorias, fornecidas pela máquina de separação TOMRA 5B resultarão em produto recuperado que uma vez foi identificado como resíduo sendo utilizado. Um tipo de alimento que não chega às prateleiras em sua forma original poed ser recuperado para a criação de flocos de batatas, molhos de tomate ou outras alternativas. Também poed ser vendido como produto grau B, garantindo a redução do desperdício em todos os estágios do processo.

Os recentes desenvolvimentos em tecnologias, como a visão smart surround de 360 graus do produto para melhor inspeção, comfinada com a tecnologia inovadora de detecção e rejeição, resultam em decisões mais válidas sobre a qualidade do produto. Esse avanço tecnológico não apenas aumenta a quantidade disponível de alimentos, como preserva também os altos níveis de qualidade esperados pelos consumidores, cada vez mais interessados no que estão comprando.

Juntamente com isso, o crescimento da população dos países em desenvolvimento, especialmente na África subsaariana, que, de acordo com a FAO devem aumentar em até 108%, significa que os planos para rendimentos melhorados nessas economias devem ser realizados o mais rapidamente possível.

O uso de tecnologia em constante melhoria para aumentar diretamente os rendimentos é um movimento na direção certa. No entando, a próxima geração de máquinas de separação de alimentos poedrá fornecer todas as informações vitais que não apenas aumentarão os rendimentos, mas também buscarão melhorias ainda mais longe na linha de produção e em colheitas futuras.

Se, por exemplo, um processador de alimentos observasse depressões nos rendimentos em uma área específica do processo, os resultados obtidos com a máquina de separação poeriam criar uma solução para identificar e formar, facilmente, ações bem no início do processo de cultivo. Armados com esses dados, os processadores de alimentos podem criar planos para superar problemas atuais.

Se o mundo for atender às demandas esperadas de alimentos até 2050 e for fazer mais melhorias à medida que a população continua a crescer além dessa data, deve começar a pensar na melhoria dos rendimenos rapidamente. Investindo em tecnologias de separação e máquinas, os fabricantes e processadores de alimentos conseguirão, não apenas atender às necessidades de meiores volumes de produto, mas também aumentar suas rendas com os produtos.

Para ajudar nisso, os desenvolvedores de tecnologia de separação continuarão a refinar seus sistemas para permitir maior acesso a dados cada vez mais precisos e para fornecer máquinas com mais recursos para reduzir o desperdício a um mínimo absoluto.

A perspectiva deve ser considerada positiva. O diretor assistente geral da FAO (Organização das Nações Unidas paraAgricultura e Alimentação), Hafez Ghanem, disse que a FAO está "otimista, mas cautelosa, sobre o potencial do mundo para produzir alimentos em 2050". Com desenvolvimentos contínuos na tecnologia de separação de alimentos, a empresa tem todos os motivos para ser.